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Por que ir ao Geriatra?

Bom, antes de falar porque alguém deve se consultar com o Geriatra, vamos falar um pouco sobre nossa especialidade, para que você possa entender a importância dela!

A Geriatria é a especialidade da Medicina que cuida das doenças comuns do envelhecimento. Mas é só isso? Não! Na verdade, a Geriatria é uma especialidade muito ampla e que vai muito além disso. 

O Geriatra trabalha de uma maneira integral, avaliando o indivíduo de uma forma completa e não seguimentar; abrangendo em suas avaliações os diversos sistemas, como o nervoso, cardiovascular, endócrino e todos os outros.

Além disso, o foco da Geriatria é o indivíduo, muito mais que a doença em si. O Geriatra visa, em seus atendimentos, promover o Envelhecimento Saudável, através do estímulo de medidas de promoção à saúde, como a prescrição de atividade física de forma segura, a prevenção de quedas e de doenças cardiovasculares; além de realizar a investigação ativa das principais doenças em cada faixa etária através dos exames de rastreio (que são exames realizados em pacientes sem sintomas, com o objetivo de detectar doenças como o câncer de forma precoce).

Exemplos das principais queixas e doenças avaliadas em consultas geriátricas:

  1. Alterações de memória
  2. Alterações de humor, como ansiedade e depressão
  3. Tontura e desequilíbrio
  4. Quedas
  5. Alterações urinárias
  6. Disfunção Sexual
  7. Alterações da tireóide
  8. Imobilidade
  9. Alterações dos sentidos (visão, audição)
  10. Sintomas da menopausa
  11. Osteoporose 
  12. Úlceras e feridas
  13. Doenças da próstata

 

Sendo o envelhecimento uma fase da vida muito heterogênea, de um lado nos deparamos com pacientes saudáveis com 50 anos que nos procuram para uma consulta de rotina e, de outro lado, pacientes com mais de 90 anos com doenças avançadas, nos quais o nosso foco será o conforto e a promoção da qualidade de vida.

 

O Geriatra também atua como peça fundamental em dois cenários muito comuns nos idoso:

  1. Pacientes em uso de polifarmácia: é muito comum que os pacientes geriátricos façam uso de várias medicações, algumas delas com efeitos colaterais importantes nos idosos, ou com inteirações medicamentosas entre elas que podem levar a prejuízos graves. Nesse cenário, o Geriatra, como bom conhecedor da fisiologia do envelhecimento, está apto para agir como maestro, manejando as medicações, realizando as trocas e suspensões necessárias, evitando as famosas iatrogenias (prejuízos ao organismo do paciente decorrentes das medicações).
  2. Decisão do tratamento mais apropriado para cada perfil de paciente: outra situação costumeira no paciente idoso é a dúvida com relação à escolha do tratamento mais apropriado para cada um. Em algumas situações, principalmente quando o idoso está mais debilitado e fragilizado, surgem dúvidas com relação aos tratamentos para determinadas doenças. São questionamentos comuns: Operar ou fazer um procedimento menor? Será que ele suporta esse tratamento? Ou é melhor tratar só com medicações, de forma mais conservadora? Nessas situações, o Geriatra, avaliando o indivíduo como um todo, investigando em conjunto seu grau de fragilidade, independência e cognição (memória), consegue auxiliar na decisão terapêutica, orientando qual o tratamento mais adequado para aquele indivíduo.

 

Existe uma idade certa para ir ao Geriatra?

Apesar de, classicamente, ser definida como especialidade que cuida de idosos, o Geriatra também está apto para avaliação de adultos jovens. Até porque, antes de fazermos a especialização em Geriatria, todos nos especializamos em Clínica Geral. Portanto, os adultos mais jovens também podem ir ao Geriatra caso queiram.

Na verdade, não existe uma resposta formal para essa pergunta, mas eu recomendo que indivíduos acima de 40 anos se consultem com o Geriatra, visando a promoção a uma vida saudável e a realização de uma avaliação mais global de sua saúde.

Nos últimos anos, temos observado um crescimento muito grande da nossa especialidade. A medicina vem passando por uma mudança de paradigma. Há algumas décadas, vínhamos observando um direcionamento para uma hiperseguimentação da medicina, com médicos cada vez mais especializados em áreas muito específicas. Dessa forma, os pacientes precisavam ir a vários médicos para resolver cada uma de suas queixas. Mais recentemente, tem-se valorizado cada vez mais o médico generalista, que consegue tratar as doenças mais prevalentes daquele indivíduo, encaminhando ao especialista os casos menos comuns.

Além disso, cada vez mais, observamos pacientes mais jovens procurando nossa especialidade, visando promover um envelhecimento saudável de maneira mais precoce.

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