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Disfunção Erétil  

 

  1. Por que ocorre?

Antes de falarmos da disfunção erétil propriamente dita, vamos entender como ocorre a ereção peniana.

O estímulo sexual promove a liberação de uma substância chamada óxido nítrico nos vasos sanguíneos do pênis. Esse óxido nítrico promove a dilatação desses vasos, facilitando a passagem do sangue que irá preencher essas estruturas e promover a ereção.

Todo esse processo da ereção é influenciado por diversos fatores: hormonais, neurológicos, vasculares e psicológicos. Por isso, para que a ereção ocorra de forma perfeita,  esses fatores precisam estar funcionando bem!

Dessa forma, qualquer doença ou alteração em um desses fatores (vasculares, hormonais etc) pode causar a disfunção erétil!

A disfunção erétil é definida como a incapacidade PERSISTENTE  em se obter e/ou manter uma ereção peniana suficiente para o desempenho sexual satisfatório. Para fazer o diagnóstico, a disfunção deve ocorrer em todas ou quase todas as relações (75 a 100% das vezes) por pelo menos 6 meses.

2. Disfunção Erétil – Psicológica ou Orgânica?

A disfunção erétil pode ser “psicogênica”, ou seja, causada por alterações psicológicas, como estresse, ansiedade e depressão, outras doenças psiquiátricas, traumas de vida, problemas de relacionamento.

Ela também pode ser “orgânica”, ou seja, causada por doenças físicas. Qualquer doença ou condição que altere os fatores que promovem a ereção (vasculares, neurológicos, hormonais) podem causas a disfunção erétil. 

As doenças e condições que mais comumente causam disfunção erétil são: 

  1. Doenças que  alteram os vasos sanguíneos: hipertensão, infarto, colesterol alto, tabagismo;
  2. Doenças que alteram os nervos: diabetes, excesso de álcool, acidente vascular cerebral (ou derrame), doenças neurológicas, cirurgias na próstata;
  3. Doenças hormonais: queda da testosterona (devido a uma condição chamada hipogonadismo), doenças na tireoide, doenças na hipófise;
  4. Efeito colateral de medicações: algumas medicações para hipertensão (não são todas!), antidepressivos, ansiolíticos;
  5. Uso de drogas: cocaína, heroína.

Algumas características relatadas pelo paciente podem sugerir que a disfunção é de origem psicológica: início súbito, ocorrem em algumas situações ou com algumas pareceres específicas (mas com outras parcerias não), ereções matutinas preservadas.

A disfunção erétil pode ser do tipo mista e ter tanto fatores psicológicos como orgânicos envolvidos.

Durante uma avaliação médica minuciosa é que conseguimos identificar a causa ou as causas.

3. Como é feito o diagnóstico? 

A disfunção erétil é causa mais comum de disfunção sexual nos homens. 

Estudos mostram que a dificuldade de ereção chega a acometer mais de 40% dos homens brasileiros com mais de 40 anos.

Apesar de ser tão frequente, boa parcela dos homens não procura auxílio médico por vergonha ou medo. Por isso, é muito importante que nós, médicos, questionemos de forma ativas as alterações sexuais.

O diagnóstico da disfunção erétil é “CLÍNICO”, ou seja, é baseado na história que coletamos na consulta.

Alguns exames complementares podem ser solicitados para auxiliar na investigação da “CAUSA” da disfunção. Alguns exemplos:

1. Exames de sangue: para investigar alterações da glicemia, do colesterol, dos hormônios, das funções dos rins e do fígado;

2.  Ultrassom das artérias do pênis: para avaliar obstrução dos vasos por placas de gordura.

É muito importante a procura por avaliação médica na presença da disfunção erétil. Primeiro porque há uma série de tratamentos disponíveis, com boas taxas de sucesso. Segundo, porque ela pode estar ocorrendo como uma consequência de uma doença mais grave, com uma doença cardiovascular!

4. Tratamento da disfunção erétil

Hoje em dia temos vários tratamentos disponíveis e com boas taxas de sucesso!

O tratamento da disfunção erétil vai depender da sua causa.

Nos casos de disfunção de origem psicogênica ou psicológica, a base do tratamento será com psicoterapia e terapia sexual.

Para os pacientes com disfunção erétil orgânica (secundária a doenças físicas), temos as seguintes opções:

1. Tratamento de primeira linha: 

– Viagra

Na verdade, aqui entram todas as medicações da classe dos inibidores da fosfodiesterase 5. Citei o viagra por ser o mais famoso. Essas medicações facilitam a dilatação dos vasos e músculos do pênis, permitindo a passagem de uma maior quantidade de sangue e, consequentemente, a ereção.

2. Tratamento de segunda linha: 

  • Injeção intrapeniana: injeta-se medicações no pênis que vão causar dilatação dos vasos e permitir a passagem de uma maior quantidade de sangue e, consequentemente, a ereção.
  • Dispositivos a Vácuo: o pênis é colocado num dispositivo cilíndrico que possui uma bomba capaz de gerar um vácuo e promover a ereção.

3. Tratamento de terceira linha:

  • Prótese peniana: serão indicadas nos casos graves, quando os tratamentos menos invasivos falharam.