Especialista em Cardiogeriatria

A consulta

Domiciliar
de Geriatria

A Consulta Domiciliar tem como como grande vantagem possibilitar o atendimento de idosos com dificuldades para se locomoverem.

A Consulta domiciliar é muito semelhante à consulta de Geriatria realizada no consultório. Em geral, o que diferencia são as queixas principais.

Os pacientes que demandam o atendimento domiciliar, comumente, se encontram mais fragilizados e apresentam maiores dificuldades para se locomoverem, por vezes sendo acamados.

Entretanto, também há solicitação de atendimento domiciliar para pacientes sem dificuldade para se locomoverem, mas que preferem a comodidade de serem atendidos em domicílio.

Dessa forma, as queixas em geral variam um pouco.

Basta escolher o melhor dia e horário para a consulta

As principais demandas por atendimento domiciliar são:

1. Cuidados de paciente após AVC
2. Úlceras de pressão e feridas
3. Acompanhamento de paciente com Alzheimer e dificuldade para andar
4. Cuidados de pacientes com demência avançada
5. Cuidados de pacientes acamados
6. Cuidados de final de vida em pacientes em cuidados paliativos
7. Perda de peso
8. Cansaço e falta de ar
9. Cuidados de pacientes que utilizam sondas e dispositivos
10. Múltiplas quedas

Qual é o diferencial da consulta domiciliar?

Como dito anteriormente, a consulta domiciliar se assemelha à consulta realizada no consultório e também tem a AGA ou Avaliação Geriátrica Ampla como um grande diferencial.

Ela consiste numa Avaliação Global e Detalhada de diversos domínios que podem estar comprometidos no idoso e que, muitas vezes, não são relatados na consulta.

Diversos domínios são avaliados na AGA, sendo os principais:

  • Funcionalidade (grau de independência para realizar as atividades do cotidianos)
  • Memória
  • Humor
  • Órgãos dos Sentidos (audição, olfato, paladar)
  • Mobilidade e quedas
  • Estado nutricional e perda de peso

Utilizando essa avaliação clínica detalhada e uma abordagem multidisciplinar conseguimos ampliar a detecção de problemas e elaborar planos individualizados de tratamento para esses pacientes, com foco na avaliação sistemática e na reabilitação.

A aplicação da AGA nas consultas geriátricas já mostrou ser capaz de melhorar a funcionalidade e autonomia, a sobrevida e também a qualidade de vida dos idosos.

Quer saber um pouco mais sobre os meus atendimentos?

Vou contar pra vocês um pouco sobre a filosofia da Slow Medicine (A Medicina sem Pressa), a qual utilizo em todas as minhas consultas, sejam elas presenciais, teleconsultas ou atendimentos domiciliares.

O princípio da Slow Medicine foi elaborado pelo Instituto Holandês de Slow Medicine e significa A Medicina sem Pressa.

Esse princípio resgata o tempo como parte essencial da abordagem médica. Tempo para ouvir com muito cuidado cada detalhe da queixa, tempo para examinar o paciente por completo, tempo para acolher suas angústias e tempo para sorrir e comemorar os êxitos dos tratamentos.

O tempo é também importante para o médico, que consegue raciocinar melhor. O raciocínio clínico de qualidade é capaz de economizar exames desnecessários e até procedimentos invasivos, pois com tempo para pensar, conseguimos entender melhor do que se trata aquela queixa e nossa investigação se torna mais direcionada.

Esta também é a filosofia da medicina focada no paciente. Utilizamos a tecnologia sim, pois esta sem dúvida revolucionou a medicina. Entretanto, ela é secundária. O paciente é mais importante que os exames complementares. Visamos o cuidado do ser humano como objetivo principal.

Aqui se encaixa perfeitamente a velha máxima: A pressa é a inimiga da perfeição!

A Slow Medicine tem também como pilares a valorização da relação médico-paciente e o compartilhamento das decisões.

A “Decisão Compartilhada” ocorre quando médico e paciente atuam juntos na tomada de decisão, após o médico explicar detalhadamento os prós e contras de cada medida tomada. Essa tem sido uma mudança evolutiva pela qual a Medicina vem passando. Há décadas atrás, a medicina era muito Paternalista, o médico era considerado o detentor do saber e a ele cabiam todas as decisões. Hoje, felizmente, a Medicina entende que é essencial ouvir e considerar as preferências e valores do paciente, dessa forma, dando espaço para ele participar da tomada de decisões a respeito dos tratamentos e procedimentos diagnósticos aos quais se submeterá.