Especialista em Cardiogeriatria

A consulta de

Cardiogeriatria

Antes de falar sobre a consulta propriamente dita, gostaria de falar um pouco sobre essa subespecialidade tão incrível!

Desde a faculdade sou muito apaixonada pela Cardiologia, durante anos pensei em escolhê-la como especialidade.

Durante a Residência de Clínica Geral me encantei pela Geriatria, em especial por se tratar de uma especialidade generalista, que atua de forma global e que também aborda as doenças cardiovasculares.

Fui muito sortuda de ter disponível em meu serviço a especialização de Cardiogeriatria, o que me possibilitou a enorme realização de me especializar e atuar em ambas as áreas pelas quais sou apaixonada: a Geriatria e a Cardiogeriatria.

A Cardiogeriatria é uma área de atuação da Geriatria que estuda e trata as doenças cardiovasculares mais comuns dos idosos, como pressão alta, insuficiência cardíaca, doença aterosclerótica, alterações do colesterol etc.

A Cardiogeriatria é a menina dos meus olhos!

Diversas são queixas trazidas em consulta, veja algumas:

1. Utilização de muitas medicações (polifarmácia)
2. Decisão de tratamento (cirúrgico ou com medicações)
3. Pré-Operatório
4. Hipertensão difícil de controlar
5. Colesterol alto
6. Dor no peito
7. Falta de ar
8. Inchaço nas pernas
9. Infarto prévio
10. Insuficiência cardíaca
11. Coração “aumentado

Qual é o diferencial da Cardiogeriatria?

É muito comum que os idosos apresentem sintomas “ atípicos” e muito diferentes das doenças. Por exemplo, um idoso que sofre um infarto pode apresentar falta de ar e mal estar ao invés da típica dor no peito.

Dessa forma, o cardiogeriatra, conhecendo as peculiaridades do idoso com doenças cardiológicas, poderá reconhecer facilmente os diagnósticos.

Além disso, através da avaliação geriátrica ampla, podemos reconhecer os diferentes graus de fragilidade do idoso e auxiliar no processo de decisão terapêutica, indicando os tratamentos mais apropriados para cada indivíduo de acordo com sua condição de saúde; dessa forma, evitando tratamentos muito invasivos e arriscados para aqueles mais fragilizados.

Vale ressaltar que durante a Consulta Cardiogeriátrica, também realizo a Avaliação Geriátrica completa, assim como nas consultas Geriátricas convencionais.

Aqui também é realizada a AGA, ou Avaliação Geriátrica Ampla, que é um dos grandes diferenciais da Geriatria. Ela consiste numa Avaliação Global e Detalhada de diversos domínios que podem estar comprometidos no idoso e que, muitas vezes, não são relatados na consulta.

Diversos domínios são avaliados na AGA, sendo os principais:

  • Funcionalidade (grau de independência para realizar as atividades do cotidianos)
  • Memória
  • Humor
  • Órgãos dos Sentidos (audição, olfato, paladar)
  • Mobilidade e quedas
  • Estado nutricional e perda de peso

Utilizando essa avaliação clínica detalhada e uma abordagem multidisciplinar conseguimos ampliar a detecção de problemas e elaborar planos individualizados de tratamento para esses pacientes, com foco na avaliação sistemática e na reabilitação.

A aplicação da AGA nas consultas geriátricas já mostrou ser capaz melhorar a funcionalidade e autonomia, a sobrevida e também a qualidade de vida.

Quer saber um pouco mais sobre os meus atendimentos?

Vou contar pra vocês um pouco sobre a filosofia da Slow Medicine (A Medicina sem Pressa), a qual utilizo em todas as minhas consultas, sejam elas presenciais, teleconsultas ou atendimentos domiciliares.

O princípio da Slow Medicine foi elaborado pelo Instituto Holandês de Slow Medicine e significa A Medicina sem Pressa.

Esse princípio resgata o tempo como parte essencial da abordagem médica. Tempo para ouvir com muito cuidado cada detalhe da queixa, tempo para examinar o paciente por completo, tempo para acolher suas angústias e tempo para sorrir e comemorar os êxitos dos tratamentos.

O tempo é também importante para o médico, que consegue raciocinar melhor. O raciocínio clínico de qualidade é capaz de economizar exames desnecessários e até procedimentos invasivos, pois com tempo para pensar, conseguimos entender melhor do que se trata aquela queixa e nossa investigação se torna mais direcionada.

Esta também é a filosofia da medicina focada no paciente. Utilizamos a tecnologia sim, pois esta sem dúvida revolucionou a medicina. Entretanto, ela é secundária. O paciente é mais importante que os exames complementares. Visamos o cuidado do ser humano como objetivo principal.

Aqui se encaixa perfeitamente a velha máxima: A pressa é a inimiga da perfeição!

A Slow Medicine tem também como pilares a valorização da relação médico-paciente e o compartilhamento das decisões.

A “Decisão Compartilhada” ocorre quando médico e paciente atuam juntos na tomada de decisão, após o médico explicar detalhadamento os prós e contras de cada medida tomada. Essa tem sido uma mudança evolutiva pela qual a Medicina vem passando. Há décadas atrás, a medicina era muito Paternalista, o médico era considerado o detentor do saber e a ele cabiam todas as decisões. Hoje, felizmente, a Medicina entende que é essencial ouvir e considerar as preferências e valores do paciente, dessa forma, dando espaço para ele participar da tomada de decisões a respeito dos tratamentos e procedimentos diagnósticos aos quais se submeterá.